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Qual a diferença entre TAN e TAEG?

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A diferença entre TAN e TAEG é algo que é muitas vezes desconhecido, mas que tem grande importância na altura de contratar, renegociar ou transferir o seu crédito habitação.

Afinal o que são?

São taxas de juro praticadas pelas instituições financeiras.

TAN (Taxa Anual Nominal)

É uma taxa anual utilizada em operações que envolvam o pagamento de juros, expressando assim os juros do empréstimo. Por outras palavras é o que se paga ao banco pelo empréstimo.

Sendo um indicador processado anualmente, para calcular o seu valor mensal é necessário dividi-lo em 12 prestações.

Esta taxa TAN não inclui impostos nem outros encargos com o crédito, pelo que não deverá servir de termo de comparação entre empréstimos.

TAEG (Taxa Anual Efetiva Global)

É uma taxa com todas as comissões do empréstimo; seguros exigidos; juros; despesas com impostos e/ou relativas a registos (se aplicável); e outros encargos que estejam associados.

Importante salientar que não estão incluídos custos com: comissões de reembolso antecipado; custos notariais; montantes a pagar devido a incumprimento por parte do cliente.

Podemos assim dizer, que a TAEG é uma ferramenta bastante útil para comparar os custos dos empréstimos nas diferentes instituições financeiras que existem. Contudo, numa primeira fase convém conhecer a diferença entre TAN e TAEG.

Onde as podemos encontrar?

Se for um crédito habitação deve vir indicado na FINE (Ficha de Informação Normalizada Europeia). Este é o novo documento utilizado na Europa desde 2018

FINE

Se for de um crédito pessoal, esta taxa deve constar da FIN (Ficha de Informação Normalizada.

FIN
FIN

E quais são as diferenças?

A grande e a mais obvia distinção entre a TAN e a TAEG encontra-se nos encargos (que apenas está englobado na TAEG) que o cliente tem de pagar para obter o empréstimo e que existem para além dos juros. Dito isto é normal que num contrato de crédito o valor da TAN seja mais reduzido do que o valor da TAEG.

São comparáveis?

Sempre que precisamos de um financiamento, seja ele, crédito hipotecário, crédito automóvel, crédito pessoal ou mesmo cartão de crédito, estas taxas estão sempre presentes e é preciso saber interpretá-las sobretudo, para conseguirmos comparar com várias propostas de entidades bancárias.

Por exemplo, para um crédito de 1.000€ o banco “A” pode propor um TAN mais favorável do que um banco “B”. Mas, no entanto, no final ter uma TAEG maior e no final o cliente pagar mais. Nunca esquecendo, que para conseguirmos fazer uma verdadeira comparação, as simulações dos diferentes bancos têm que ter por base: o mesmo valor, o mesmo prazo, e os mesmos requisitos de intervenientes. Para uma análise precisa e objetiva contacte um intermediário de crédito inscrito no Banco de Portugal.

MTIC o que é e sua importância

O MTIC é o Montante Total Imputado ao Consumidor. Deve por isso olhar sempre com atenção para o MTIC, pois este não abrange apenas o valor do empréstimo. Ele inclui também o total de custos associados ao mesmo (seguros, despesas de processamento mensal, entre outros), ou seja, podemos assim dizer que o MTIC é o valor que pagará até ao final, pelo crédito contraído.

MTIC

É, no entanto, de ressalvar que se a simulação do financiamento for com taxa variável, o MTIC é apenas uma estimativa, pois a taxa poderá variar ao longo dos anos, e como tal os juros podem aumentar ou diminuir.


Conclusão:

O desafio mais importante para quem quer solicitar um empréstimo, é conseguir entender bem a diferença entre todas as taxas existentes de um empréstimo, assim como qual delas é que reflete verdadeiramente o custo do crédito. Por isso, aconselhe-se com quem de direito, com Intermediários de Crédito, pessoas formadas e especializadas na área para o bem servir.

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